Na quarta-feira, promotor fez a apresentação das evidências reunidas pelo MPF para denunciar Lula por corrução e lavagem de dinheiro
O coordenador da força-tarefa da Lava-Jato é movido por suas crenças. Deltan Martinazzo Dallagnol acredita que pode mudar a forma de combater a corrupção no país. Os brasileiros se acostumaram a ver pela TV o procurador longilíneo, de bochechas rosadas, cabelo bem aparado, óculos de aro fino e trajado de terno preto quando irrompe um novo ato bombástico da operação — o mais recente foi a denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A imagem de Dallagnol também se associou às 10 medidas de combate à corrupção, projeto que chegou ao Congresso com a assinatura de mais de 2 milhões de pessoas. Em busca de apoio, o procurador peregrinou por igrejas batistas. Em fevereiro, ao ser anunciado por um pastor no Rio de Janeiro para uma palestra à noite, mesclou fé e bom-humor.
— Na minha oração de hoje, pedi duas coisas. A primeira, que todos saiamos daqui edificados para fazer mais justiça. A segunda, como estamos em um ambiente noturno, foi para que vocês não dormissem.
Casado e pai de um casal de filhos, Dallagnol é "seguidor de Jesus", conforme descreve em seu Twitter. Com a família, frequenta a Igreja Batista do Bacacheri, em Curitiba. A partir dos cultos, levou sua palavra contra a corrupção, que ecoou por escolas, associações, clubes e o plenário do Congresso. Em junho, durante audiência com parlamentares, sentenciou:
— A corrupção é uma assassina sorrateira, invisível e de massa. Ela é uma serial killer que se disfarça de buracos de estradas, de falta de medicamentos, de crimes de rua e de pobreza.
Descrito por amigos como metódico, carinhoso e

