segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Encorajamento no sofrimento

“Bendito seja o Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das Misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiveram em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolado de Deus” (2 Co 1.3-7).
Paulo dirige-se primeiro a Deus, louvando-O enquanto reconhece que Jesus humilhou-se em sua encarnação, e o chamou de Deus, como também de Pai. Visto que Paulo estava muito transtornado por não encontrar Tito em Trôade (2 Co 2.13), ele precisava de consolação, ou seja, encorajamento, incentivo, ânimo. A palavra “consolação” e seus derivados aparecem dez vezes nos versículos 3 a 7 (num total de vinte e nove vezes em 2 Coríntios). Todas derivam da raiz grega parakaleo, que tem a ideia de ajuda e encorajamento. Deus é a fonte, e o doador de todo tipo de encorajamento e ajuda (Sl 103.2-5,13).
O encorajamento de Deus vem primeiro à medida que reconhecemos que Deus é o Pai de Jesus, que é o Cristo (O Messias, “ungido”) nosso Senhor e Mestre. Este reconhecimento dever lembrar-nos que o amor de Deus enviou Jesus a morrer por nós, enquanto ainda éramos pecadores (Rm 5.8,10), mostra também que Deus é o Pai que está cheio de compaixão, como também o Pai ( e a fonte constante) de todos os tipos de ajuda e encorajamento. Podemos depender dEle em todos os nossos problemas, inclusive nas aflições, sofrimentos, angústias mentais, dificuldades, até as perseguições que surgem em nosso caminho. Mas Deus não nos consola para deixar-nos à vontade, nem nos encoraja para fazer com que nos sintamos bem.
Paulo sofreu muitíssimo (2 Co 11.16-29;12.10), mas sempre estava pronto a encorajar os outros. Todos que nos cercam hoje têm problemas, aflições e dificuldades. Os cristãos em muitas partes do mundo sofrem tremenda perseguição. Deus nos ajuda e nos encoraja para que ajudemos e encorajemos os outros. Ele quer que nos tornemos canais do que recebemos dEle para outros crentes que tão desesperadamente precisam de ajuda. Fazemos isto por meio da oração, e dos dons do Espírito, prestando ajuda prática onde quer que seja possível. Deus não quer que guardemos para nós o que temos recebido dEle. Da mesma forma que Deus está ao nosso lado para nos animar até mesmo nas provas mais difíceis, assim devemos estar ao lado dos que estão sendo provados.
Os sofrimentos de Cristo terminaram quando Ele disse: “Está consumado” (Jo 19.30). Mas as mesmas atitudes que mandaram Jesus para cruz levaram os incrédulos e os falos crentes causarem uma série de sofrimentos a Paulo e seus companheiros, não só em Corinto, mas também na província romana da Ásia (2 Co 1.8-9). Assim, ele podia falar da “comunicação de suas aflições [dos sofrimento de Cristo]” Fp 3.10; Jo 15.20,21; At 14.22; Rm 8.17,18,36; Cl 1.24). Os sofrimentos eram equilibrados pela transbordante consolação e encorajamento que vêm por meio de Cristo.
Paulo e sua equipe suportaram todo esse sofrimento e aflição para ganhar as pessoas para Cristo e fundar a igreja em Corinto. O que Paulo queria que os coríntios soubessem era que Deus permite que coisas aconteçam para levar-nos ao nosso extremo, até onde podemos suportá-las, a fim de nos ensinar a confiar nEle. O Deus que ressuscita os mortos não nos abandonará. Ele nos ama e quer que confiemos nEle, (2 Co 1.9).
Bibliografia: HORTON,Stanley. I e II Coríntios, pp.182-184, 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD,2003.
Autor: Marquês Santos

sábado, 29 de outubro de 2016

Oração: Encontrando um Deus pessoal | Timothy Keller



A Prayer for Those at Sea, Frederick Daniel Hardy (1827–1911)
Se Deus fosse impessoal, como ensinam as religiões orientais, o amor — algo que só pode acontecer entre duas ou mais pessoas — seria uma ilusão. Podemos ir além e afirmar que mesmo se Deus fosse apenas unipessoal, não haveria como o amor ter surgido até Deus começar a criar outras coisas. Significaria que, em essência, Deus seria mais poder do que amor. O amor não seria tão importante quanto o poder.
A doutrina cristã da Trindade, no entanto, ensina que existe um Deus em três pessoas que se conhecem e amam umas às outras desde antes do alvorecer dos tempos.[1] Se Deus é triúno, então as palavras e a linguagem são vistas sob nova luz. Em João 14 a 17 Jesus se refere à sua vida no contexto da divindade antes de vir à terra, quando fala da “glória que eu tinha com [o Pai] antes que o mundo existisse” (Jo 17.5) e das “palavras” que recebera do Pai (Jo 17.8). Dentro da Trindade, desde a eternidade, existe comunicação por meio de palavras – o Pai fala com o Filho, o Filho fala com o Pai, e o Pai e o Filho falam com o Espírito.[2] Em João 17, temos um vislumbre desse falar na oração de Jesus a seu Pai. Trata-se de um discurso divino.[3]
Muitos filósofos afirmam que, por Deus ser um espírito puro, é inadequado dizer que ele fala.[4] Contudo, Jesus disse: “Céu e terra passarão, mas as minhas palavras jamais passarão” (Mt 24.35). O filósofo Nicholas Wolterstorff e outros negam a ideia de que Deus não possa falar e não o faça. Wolterstorff aplica a teoria dos atos de fala de J. L. Austin, a qual salienta que palavras também são atos. As palavras não apenas dizem coisas, elas as realizam. Se Deus existe e tem poder para agir, não há motivo para que não possa falar, pois palavras também são atos. Além disso, uma vez que a divindade contém uma comunidade de pessoas, e como a linguagem é intrínseca ao relacionamento entre pessoas, há todos os motivos para se esperar que Deus se comunique por intermédio de

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

A Vida de Jesus – Pilatos – AULA 78 - LIÇÃO -38 - FASE 2 - 18.10-2016.


Introdução

Tomar uma decisão é uma ação que está mais presentes em nossas vidas do que imaginamos. De símplices a complexas, desde a hora em que acordamos até a hora em que adormecemos, tomamos um incontável número de decisões.

Na época de Jesus, Pilatos era o governador romano da província da Judéia. Como governador, certamente, ele era um homem que tinha que tomar muitas decisões diariamente, as quais traziam conseqüências para as vidas de milhares de pessoas. Entretanto, diante da decisão mais importante de sua vida e da história da humanidade, ele se mostrou fraco e pressionável. É sobre isso que iremos estudar na lição de hoje. Que o Espírito Santo faça de nós pessoas fortes e inabaláveis na fé!

Desenvolvimento do Ensino


Texto-base: Mateus 27.11-26 e João 18.28-19.16*

Esses textos-base de Mateus e João são complementares. Algumas coisas que são narradas em um não são narradas no outro e vice-versa. Eles nos apresentam o encontro de Jesus com Pilatos e os diálogos ocorridos entre Pilatos e a multidão de judeus comandada pelos líderes religiosos e entre Pilatos e Jesus. Nesses diálogos, algumas perguntas cruciais são feitas por Pilatos, as quais demonstram o estado agitado de sua alma. Vamos a elas:

1. Você é o rei dos judeus?

Ao se encontrar com Jesus, a primeira pergunta que Pilatos lhe fez foi se ele era o rei dos judeus (Mateus 27.11; João 18.33). O objetivo dessa pergunta era verificar se Jesus era de fato um criminoso merecedor de pena de morte, ou seja, digno de ser acusado e condenado por traição ao Império Romano, por se auto-proclamar rei dos judeus, ou não. Em Mateus, Jesus simplesmente responde:

“Tu o dizes” (Mateus 27.11). Já em João, ele apresenta uma resposta provocativa: “Essa pergunta é tua, ou outros te falaram a meu respeito?” (João 18.34).

Jesus foi acusado pelos judeus de se auto-proclamar o Messias, o Cristo, o que poderia ser
erroneamente interpretado como uma reivindicação ao trono político da Judéia. Entretanto, o próprio Jesus disse a Pilatos: “O meu Reino não é deste mundo” (João 18.36). Jesus viera para inaugurar o Reino de Deus na face da terra e não para libertar os judeus do domínio político dos romanos. Ele era um Messias espiritual e não um Messias político, como era esperado. Sendo assim, podemos interpretar a primeira pergunta feita por Pilatos como uma dúvida a cerca da pessoa de

Jesus. Seria ele o Ungido? A isso, Pilatos parece encontrar uma resposta: “‘Então, você é rei!’, disse Pilatos” (João 18.37).

2. O que é a verdade?

A essa afirmação, Jesus responde: “Tu dizes que sou rei. De fato, por esta razão nasci e para isto vim ao mundo: para testemunhar da verdade. Todos os que são da verdade me ouvem” (João 18.37). A isso, Pilatos pergunta: “O que é a verdade?” (João 18.38).

No mundo atual, essa é uma pergunta muito perigosa. A sociedade chamada pós-moderna não aceita a existência de verdades absolutas e únicas, ou melhor, nega a existência da verdade. Para o homem contemporâneo, a verdade é relativa e plural, ou seja, há diversos tipos de verdade e as pessoas podem escolher as que melhor lhes convierem. Um ditado popular expressa muito bem esse pensamento: “Religião, futebol e política não se

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Como preparar esboços de sermões

                                                                                                                              
Descrição: Como preparar esboços de sermões









Os seguintes passos são necessários para o preparo de esboços de sermões…

1. Junte dados. A fonte de pesquisa é a Bíblia. Mas é necessário uma Bíblia com referências e notas marginais. Ter uma boa concordância, Dicionário da Bíblia, Atlas bíblico e Comentário. Anote tudo o que encontrar sobre o assunto que está sendo pesquisado.
2. Faça uma breve, mas inteligente análise do texto. Isto dará segurança ao pregador ao transmitir sua mensagem.
3.Faça um esboço procurando responder as seguintes perguntas: 
Que lições estão contidas no texto? Qual a palavra chave? Sobre o que o autor está falando? Qual era o contexto histórico? Em que este sermão ajudará meus membros?
4. Ore pedindo ao Espírito Santo iluminação para entender a passagem escolhida e que a mensagem possa ser transmitida de tal forma, que as necessidades dos ouvintes sejam atendidas. 
“Um sermão sem propósito e progressão reconhecível pode levar à confusão, e não à convicção e decisão”. Charles W. Koller, Pregação Expositiva Sem Anotações, pág.71.
Um sermão para que possa ser entendido deve ter bem definido os seguintes passos:
1.  Título ou Tema. 
a) Este Título ou Tema deve ser breve. A brevidade tem a capacidade de prender a

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Não estejais inquietos. (Filipenses 4.6.)

Nenhuma ansiedade deveria achar-se no crente. Grandes, muitas e várias podem ser as nossas provações, aflições ou dificuldades, contudo não deveria haver ansiedade em nós, em nenhuma dessas circunstâncias, porque temos um Pai no céu que é todo-poderoso; que ama a Seus filhos como ama a Seu Filho unigênito; e que tem verdadeiro gozo e prazer em socorrê-los e ajudá-los em todas as ocasiões e em qualquer circunstância.
Devemos atentar para a Palavra: "Não estejais inquietos por coisa alguma: antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplicas, com ação de graças."
"Em tudo", não meramente quando a casa está pegando fogo, não meramente quando a querida esposa e filhos estão às portas da morte, mas nas menores coisas da vida, traga tudo a Deus. As coisas pequenas, as bem pequenas, as coisas que o mundo chama de insignificantes — tudo — vivendo o dia todo em santa comunhão com nosso Pai Celestial e com nosso precioso Senhor Jesus.
E ao acordarmos durante a noite, como por um instinto espiritual, voltemo-nos novamente a

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Como uma coisa boa pode ser má?

http://www.revistalarcristao.com.br/images/home/151_img3.jpg
O impulso sexual não é bom nem mau em si mesmo. Tudo depende de como o encaramos e usamos...

“Eu quero aproveitar a minha vida ao máximo!”, assim pensa a maioria. Podemos dizer que estão errados? Viver é bom. O mundo, apesar de suas incontáveis imperfeições e contradições, tem muito a oferecer, mas há limites.
Com relação ao sexo, a disponibilidade sexual no século XXI, que consegue ir além das reais necessidades e expectativas do homem e da mulher que pretendem levar uma vida aceitável nessa área, traz em seu rastro consequências traumáticas e irreversíveis. 
No final, a banalidade desencanta. A violência e o desrespeito contra as mulheres, e a bárbara crueldade do estupro, inclusive coletivo, têm aumentado na sociedade. A igualdade sexual, tão exigida e valorizada pelas mulheres, muitas vezes faz com que imitem o comportamento libertino de muitos homens, colecionando parceiros e arruinando sua autoestima diante da ausência de afeto verdadeiro.

Fast-food

Não há dúvida de que fomos contaminados pela filosofia que vem se instalando há décadas neste mundo, que diz que sexo diversificado e inconsequente não causa prejuízos. Fazer “amor” é, na verdade, uma expressão contraditória. O amor verdadeiro é comprometido, fiel e se estabiliza na convivência do dia a dia. O amor “fast-food”, de saciedade rápida, pode ser paixão, atração física, compulsão, romantismo, só sexo, mas não é amor.
Deus nos criou com fortes tendências para sentirmos prazer. O orgasmo no ato sexual se assemelha à explosão de nervos, músculos, sentimentos e emoções por meio de sensações intensas e agradáveis. Mas a vontade de Deus é que experimentemos esse prazer apenas no casamento. Hoje em dia isso representa o mesmo que remar contra a

MINI P70 EM CURRAL DE DENTRO - 17/11/12

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