E se a Bíblia tivesse uma oração para quando a dor não passa e Deus parece em silêncio? Esse é o Salmo 88
Por incrível que pareça, não vamos comemorar o fim desta semana com algum tipo de festejo. Ao contrário, visitaremos o moribundo Hemã em sua “casa do luto” (Ec 7.2). Ao que consta na apresentação do salmo, ele foi escrito na intenção de tornar o sofrimento do aflito uma canção de instrução e reflexão. Que desafio transformar em louvor um cântico tão sombrio! C. H. Spurgeon comenta que “os filhos de Corá muitas vezes se reuniram para salmodiar poemas jubilosos, porém, agora, foram encarregados de cuidar destas frases tristonhas como se fosse um hino. Talvez seja assim para demonstrar que fé também se gloria nas tribulações”. O salmo começa com Hemã desejando ser ouvido pelo Senhor em sua angústia (v. 3). Ele se sente perto da morte e abandonado (vv. 3-5). Em sua mente, surgem perguntas ao Senhor sobre o abandono da vida dos seres humanos (vv. 10-12), e encerra sua poesia deixando claro sua falta de compreensão frente ao silêncio de Deus (vv. 13-18). O salmo 88 é uma oração sincera, nua e crua, completamente realista. É notório que, sem máscaras, o autor se achega a Deus, a quem tem como auxílio (vv. 1, 2, 9, 13). E ali, à beira da morte, não há espaço para orações repetidas. Hemã nos dá uma aula de anseio por Deus e perseverança em meio à dor!
Você tem experimentado algum tipo de doença física ou emocional? Além de orar, já procurou ajuda dos líderes da comunidade? Faça isso! Converse com eles sobre sua situação e peça que orem por você especificamente (Tg 5.13-19).
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