terça-feira, 29 de dezembro de 2015
QUEM É O PAPAI NOEL?
QUEM É O PAPAI NOEL?
Para muitas crianças a figura principal na época de natal é o “bom velhinho”, isto é, o Papai Noel. Há, inclusive, quem ache estranha a exibição de filmes sobre o nascimento de Jesus nesse período do ano, afinal, o Papai Noel é a figura de destaque, logo, se algum filme deve ser exibido, o protagonista tem de ser ele. Infelizmente, esse tem sido o pensamento predominante no Ocidente.
Com o fito de combater essa idéia, cristãos sinceros têm buscado, a partir da análise da origem dessa figura natalícia, extirpá-la, pelo menos, do contexto cristão. Todavia, isso não tem sido fácil, pois até mesmo pais cristãos têm incentivado tal crença. Por conta disso, ao invés de tratar do contexto histórico que originou o mito do “bom velhinho”, pretendo apontar neste artigo, não o que o Papai Noel significou um dia, mas aquilo que ele significa hoje, ou seja, a verdadeira identidade desse personagem mítico.
Olhando por esse prisma, a primeira asserção que pode ser feita acerca da pergunta utilizada como título desse artigo é que Papai Noel é o reflexo do anseios da sociedade. Isto é, ele tem, segundo o mito, condições de atender um dos maiores desejos do homem moderno, a saber, obter o maior número de bens com o mínimo de esforço. Sem dúvida, a melhor figura para representar tais anseios é a de um vovô bonzinho, que distribui presentes. A criança não precisa fazer nada, basta ser “boazinha”. Porém, mesmo que a criança não seja “boazinha” ela acaba sendo presenteada. Todos os anos, fazendo bem ou mal, as crianças recebem presentes do Papai Noel, ou seja, não é necessário fazer nada.
O próprio velhinho (Papai Noel) é o retrato dessa realidade. Ele não trabalha, não faz esforço algum, porquanto tem um monte de gente (duendes, gnomos ou coisa parecida) que realiza o serviço pesado por ele. O que ele faz? É simples: anda por aí com seu potente carrão (trenó) voador e resplandecente, tirando onda, rindo para aqueles que olham para ele (ho, ho, ho), a fim de mostrar que sua “vida boa” lhe dá muita felicidade. Além disso, ele é claramente um sedentário (por isso possui aquela barriga imensa), não faz nada, mas vive feliz. Mas em que consiste essa felicidade? Simples: ele é feliz porque tem dinheiro. De outro modo, como poderia presentear todo o mundo? Eis a mensagem inserida nesse contexto: quando somos ricos, somos felizes, podemos aproveitar a vida ao longo de todo o ano, desfilando em nossos carrões, tendo pessoas para trabalhar pra nós, e uma vez no ano ajudamos as pessoas (não é assim que acontece?) e posamos como pessoas bondosas diante da opinião pública.
O maior problema é que, com a chegada da adolescência o mito é desmascarado e o indivíduo descobre que eram os próprios pais que lhe davam presentes, alimentando a fantasia infantil. Entretanto, ainda que o mito seja desfeito, o anseio por reviver as sensações proporcionadas por ele permanece, ou seja, a felicidade continua sendo associada à recepção de presentes. O material segue prevalecendo em detrimento do espiritual, do abstrato. É isso que Papai Noel ensina: “a felicidade só é possível mediante a aquisição de bens”. Contudo, quando crescemos descobrimos que os bens só podem ser adquiridos com dinheiro, daí pode-se depreender que Papai Noel implanta nos infantes o germe do capitalismo, visto que torna o dinheiro o bem mais importante, afinal, é esse elemento que viabiliza a “felicidade”.
A partir daí, é possível perceber que o Papai Noel é uma figura incentivadora do capitalismo. É por causa dele que ter se torna mais importante do que ser. É ele quem nos desperta para o consumismo. Quando a criança recebe o presente, recebe com ele uma semente do capitalismo. Ela passa a entender que, sem os bens (presentes), não é possível ser feliz. Cabe ressaltar, no entanto, que os bens concedidos pelo Papai Noel não são permanentes, precisam ser constantemente substituídos. A cada ano é necessário receber um novo presente. Essa necessidade de renovação é levada para a idade adulta e é ultra dimensionada no contexto capitalista, ou seja, tal como ocorria quando éramos crianças, como adultos continuamos a buscar essa renovação material, o que temos nunca é bom o suficiente, sempre existirá algo novo, melhor, de última geração, algo que na verdade não precisamos, mas se não obtivermos ficaremos frustrados e, consequentemente, infelizes.
Enquanto somos crianças tudo isso é legal. Porém, ao adentrar na adolescência nos deparamos com o mundo verdadeiro, onde as coisas são mais difíceis, onde precisamos entender as dificuldades financeiras de nossos pais. Só aí descobrimos que, se quisermos suprir a necessidade de aquisição e renovação dos bens implantada em nós desde cedo, é necessário trabalhar bastante, assim como fazem os empregados do Papai Noel. Por falar nisso, você percebeu que os “gnomos” do “bom velhinho” são anões? Papai Noel, que não faz nada, é grande e gordo, mas os gnomos (ou duendes), que realmente trabalham, são pequenos e mais magros que ele. Os coitados são explorados por um homem, que não é tão velho (só tem barba e cabelo branco), comilão e sedentário (a barriga evidencia isso). O trabalho deles nunca termina. Eles são escravos, nunca podem sair de lá. Sempre que vemos os gnomos nas estórias eles estão trabalhando. Esse é o retrato da vida do homem na pós-modernidade, pois este se tornou escravo do sistema capitalista, o qual o faz trabalhar mesmo depois de sua aposentadoria a fim de suprir sua necessidade de consumir. Uns poucos possuem abundância (Papai Noel), enquanto outros perseguem constantemente a utopia consumista: preencher o vazio em seus corações com os bens adquiridos. Em outras palavras, uns se tornam anões, isto é cativos do capitalismo, enquanto outros se tornam velhos obesos e ricos, que dominam os anões.
Outro aspecto terrível desse personagem mítico chamado Papai Noel, é a aceitação da mentira como válida. Isto porque, a mentira contada, por anos, pelos pais introduz no inconsciente do indivíduo a idéia de que, dependendo do propósito, mentir é perfeitamente aceitável, e pode, inclusive, trazer felicidade. O problema é que, mesmo depois de mentir por tanto tempo, os pais cobram a verdade de seus filhos. Quando estes utilizam o expediente usado por aqueles são duramente repreendidos. Como será que fica a cabeça de alguém diante de tantas contradições? Certamente, isso desperta o desejo de retornar ao tempo da mentira, quando tudo era maravilhoso. Assim, a mentira passa a ser vista com bons olhos e a verdade como algo ruim.
Confesso que isso aconteceu comigo. Quando descobri que Papai Noel não existia, fiquei profundamente decepcionado. O Natal perdeu o sentido, foi despojado de sua beleza, se tornou um dia como outro qualquer. Passei a sentir falta da mentira que me contaram, pois o mundo real era ruim, sem graça, sem alegria. Aos meus olhos, até mesmo a imagem de meus pais ficou manchada, afinal, eles mentiram para mim. A partir daí, achei que deveria criar meu próprio mundo e não aceitar aquilo que criavam para mim. Meus pais, na minha concepção (como pensam muitos adolescentes) não sabiam de nada. Só eu podia me conduzir. Graças a Deus um dia recebi a Cristo como Salvador e essa visão foi alterada. Não obstante, a partir desse testemunho vemos o prejuízo que o “bom velhinho” pode causar.
Apesar disso, a conseqüência mais danosa da inserção do Papai Noel no contexto natalino é a propaganda negativa da figura divina. Porquanto, Papai Noel é, na verdade, um “substituto de Deus”, alguém que possui características transcendentes. Você já se perguntou por que ele é chamado de pai? Ele tem filhos? Há quem diga que ele é o pai de todas as crianças. Ora, quem é o pai de todos? Deus. Outrossim, o “bom velhinho”, assim como Deus, tem servos que trabalham para ele. Porém, alguém pode dizer: “é, mas isso não o torna divino”. Mas, se olharmos com mais atenção, perceberemos que Noel tem atributos divinos. 1º ele pode estar em vários lugares ao mesmo tempo; na noite de natal ele entrega presentes em todo o mundo, a todas as crianças. Como ele faz isso? 2º Papai Noel é um ser transcendente (voa e tens poderes mágicos) e ao mesmo tempo imanente (se relaciona com as pessoas, dando presentes). 3º É onisciente, pois conhece todas as crianças do mundo.
Embora tais aspectos pareçam inofensivos, eles fazem com que uma mensagem muito pior seja transmitida. Porque, conquanto possua todos os “poderes” mencionados, Papai Noel é uma figura fraca, pois depende de animais, de anões, da atenção de crianças e dos comerciantes, os quais fazem sua divulgação. Por conta disso, quando crescemos somos convidados a abandonar esses “mitos”, afinal, seres onipresentes, oniscientes fazem parte de um mundo fantasioso, ou seja, não são reais. Como adultos, precisamos ser independentes, autônomos, é necessário abraçar a subjetividade e abandonar as verdades absolutas, porque estas não existem, nós temos que construir nossas verdades. Essa é a mensagem do Papai Noel.
O Senhor Jesus, quando veio ao mundo, trouxe uma mensagem completamente diferente. Ele mostrou a verdadeira necessidade humana: Deus. Com isso, fez exatamente o oposto do Papai Noel, pois não apresentou um deus dependente do humano, mas um homem dependente do divino. Ademais, provou que Deus não é uma figura pertencente a um mundo imaginário, mas é um ser que intervém na história, é o “Deus conosco” (Emanuel). Jesus não incentivou o consumismo, mas o amor, o qual leva não a adquirir, mas a doar, a Deus e aos homens. Ele mostrou que o mais importante não são os bens materiais, mas os espirituais. Não deixemos, portanto, que essa figura estranha ao Natal, chamada Papai Noel, ofusque o acontecimento mais importante da História: o nascimento de Jesus. Não minta para seu filho, o pai da mentira é o diabo (Jo 8.44). Apresente a verdade a ele, a saber: Jesus.
Pr. Cremilson Meirelles
Para muitas crianças a figura principal na época de natal é o “bom velhinho”, isto é, o Papai Noel. Há, inclusive, quem ache estranha a exibição de filmes sobre o nascimento de Jesus nesse período do ano, afinal, o Papai Noel é a figura de destaque, logo, se algum filme deve ser exibido, o protagonista tem de ser ele. Infelizmente, esse tem sido o pensamento predominante no Ocidente.
Com o fito de combater essa idéia, cristãos sinceros têm buscado, a partir da análise da origem dessa figura natalícia, extirpá-la, pelo menos, do contexto cristão. Todavia, isso não tem sido fácil, pois até mesmo pais cristãos têm incentivado tal crença. Por conta disso, ao invés de tratar do contexto histórico que originou o mito do “bom velhinho”, pretendo apontar neste artigo, não o que o Papai Noel significou um dia, mas aquilo que ele significa hoje, ou seja, a verdadeira identidade desse personagem mítico.
Olhando por esse prisma, a primeira asserção que pode ser feita acerca da pergunta utilizada como título desse artigo é que Papai Noel é o reflexo do anseios da sociedade. Isto é, ele tem, segundo o mito, condições de atender um dos maiores desejos do homem moderno, a saber, obter o maior número de bens com o mínimo de esforço. Sem dúvida, a melhor figura para representar tais anseios é a de um vovô bonzinho, que distribui presentes. A criança não precisa fazer nada, basta ser “boazinha”. Porém, mesmo que a criança não seja “boazinha” ela acaba sendo presenteada. Todos os anos, fazendo bem ou mal, as crianças recebem presentes do Papai Noel, ou seja, não é necessário fazer nada.
O próprio velhinho (Papai Noel) é o retrato dessa realidade. Ele não trabalha, não faz esforço algum, porquanto tem um monte de gente (duendes, gnomos ou coisa parecida) que realiza o serviço pesado por ele. O que ele faz? É simples: anda por aí com seu potente carrão (trenó) voador e resplandecente, tirando onda, rindo para aqueles que olham para ele (ho, ho, ho), a fim de mostrar que sua “vida boa” lhe dá muita felicidade. Além disso, ele é claramente um sedentário (por isso possui aquela barriga imensa), não faz nada, mas vive feliz. Mas em que consiste essa felicidade? Simples: ele é feliz porque tem dinheiro. De outro modo, como poderia presentear todo o mundo? Eis a mensagem inserida nesse contexto: quando somos ricos, somos felizes, podemos aproveitar a vida ao longo de todo o ano, desfilando em nossos carrões, tendo pessoas para trabalhar pra nós, e uma vez no ano ajudamos as pessoas (não é assim que acontece?) e posamos como pessoas bondosas diante da opinião pública.
O maior problema é que, com a chegada da adolescência o mito é desmascarado e o indivíduo descobre que eram os próprios pais que lhe davam presentes, alimentando a fantasia infantil. Entretanto, ainda que o mito seja desfeito, o anseio por reviver as sensações proporcionadas por ele permanece, ou seja, a felicidade continua sendo associada à recepção de presentes. O material segue prevalecendo em detrimento do espiritual, do abstrato. É isso que Papai Noel ensina: “a felicidade só é possível mediante a aquisição de bens”. Contudo, quando crescemos descobrimos que os bens só podem ser adquiridos com dinheiro, daí pode-se depreender que Papai Noel implanta nos infantes o germe do capitalismo, visto que torna o dinheiro o bem mais importante, afinal, é esse elemento que viabiliza a “felicidade”.
A partir daí, é possível perceber que o Papai Noel é uma figura incentivadora do capitalismo. É por causa dele que ter se torna mais importante do que ser. É ele quem nos desperta para o consumismo. Quando a criança recebe o presente, recebe com ele uma semente do capitalismo. Ela passa a entender que, sem os bens (presentes), não é possível ser feliz. Cabe ressaltar, no entanto, que os bens concedidos pelo Papai Noel não são permanentes, precisam ser constantemente substituídos. A cada ano é necessário receber um novo presente. Essa necessidade de renovação é levada para a idade adulta e é ultra dimensionada no contexto capitalista, ou seja, tal como ocorria quando éramos crianças, como adultos continuamos a buscar essa renovação material, o que temos nunca é bom o suficiente, sempre existirá algo novo, melhor, de última geração, algo que na verdade não precisamos, mas se não obtivermos ficaremos frustrados e, consequentemente, infelizes.
Enquanto somos crianças tudo isso é legal. Porém, ao adentrar na adolescência nos deparamos com o mundo verdadeiro, onde as coisas são mais difíceis, onde precisamos entender as dificuldades financeiras de nossos pais. Só aí descobrimos que, se quisermos suprir a necessidade de aquisição e renovação dos bens implantada em nós desde cedo, é necessário trabalhar bastante, assim como fazem os empregados do Papai Noel. Por falar nisso, você percebeu que os “gnomos” do “bom velhinho” são anões? Papai Noel, que não faz nada, é grande e gordo, mas os gnomos (ou duendes), que realmente trabalham, são pequenos e mais magros que ele. Os coitados são explorados por um homem, que não é tão velho (só tem barba e cabelo branco), comilão e sedentário (a barriga evidencia isso). O trabalho deles nunca termina. Eles são escravos, nunca podem sair de lá. Sempre que vemos os gnomos nas estórias eles estão trabalhando. Esse é o retrato da vida do homem na pós-modernidade, pois este se tornou escravo do sistema capitalista, o qual o faz trabalhar mesmo depois de sua aposentadoria a fim de suprir sua necessidade de consumir. Uns poucos possuem abundância (Papai Noel), enquanto outros perseguem constantemente a utopia consumista: preencher o vazio em seus corações com os bens adquiridos. Em outras palavras, uns se tornam anões, isto é cativos do capitalismo, enquanto outros se tornam velhos obesos e ricos, que dominam os anões.
Outro aspecto terrível desse personagem mítico chamado Papai Noel, é a aceitação da mentira como válida. Isto porque, a mentira contada, por anos, pelos pais introduz no inconsciente do indivíduo a idéia de que, dependendo do propósito, mentir é perfeitamente aceitável, e pode, inclusive, trazer felicidade. O problema é que, mesmo depois de mentir por tanto tempo, os pais cobram a verdade de seus filhos. Quando estes utilizam o expediente usado por aqueles são duramente repreendidos. Como será que fica a cabeça de alguém diante de tantas contradições? Certamente, isso desperta o desejo de retornar ao tempo da mentira, quando tudo era maravilhoso. Assim, a mentira passa a ser vista com bons olhos e a verdade como algo ruim.
Confesso que isso aconteceu comigo. Quando descobri que Papai Noel não existia, fiquei profundamente decepcionado. O Natal perdeu o sentido, foi despojado de sua beleza, se tornou um dia como outro qualquer. Passei a sentir falta da mentira que me contaram, pois o mundo real era ruim, sem graça, sem alegria. Aos meus olhos, até mesmo a imagem de meus pais ficou manchada, afinal, eles mentiram para mim. A partir daí, achei que deveria criar meu próprio mundo e não aceitar aquilo que criavam para mim. Meus pais, na minha concepção (como pensam muitos adolescentes) não sabiam de nada. Só eu podia me conduzir. Graças a Deus um dia recebi a Cristo como Salvador e essa visão foi alterada. Não obstante, a partir desse testemunho vemos o prejuízo que o “bom velhinho” pode causar.
Apesar disso, a conseqüência mais danosa da inserção do Papai Noel no contexto natalino é a propaganda negativa da figura divina. Porquanto, Papai Noel é, na verdade, um “substituto de Deus”, alguém que possui características transcendentes. Você já se perguntou por que ele é chamado de pai? Ele tem filhos? Há quem diga que ele é o pai de todas as crianças. Ora, quem é o pai de todos? Deus. Outrossim, o “bom velhinho”, assim como Deus, tem servos que trabalham para ele. Porém, alguém pode dizer: “é, mas isso não o torna divino”. Mas, se olharmos com mais atenção, perceberemos que Noel tem atributos divinos. 1º ele pode estar em vários lugares ao mesmo tempo; na noite de natal ele entrega presentes em todo o mundo, a todas as crianças. Como ele faz isso? 2º Papai Noel é um ser transcendente (voa e tens poderes mágicos) e ao mesmo tempo imanente (se relaciona com as pessoas, dando presentes). 3º É onisciente, pois conhece todas as crianças do mundo.
Embora tais aspectos pareçam inofensivos, eles fazem com que uma mensagem muito pior seja transmitida. Porque, conquanto possua todos os “poderes” mencionados, Papai Noel é uma figura fraca, pois depende de animais, de anões, da atenção de crianças e dos comerciantes, os quais fazem sua divulgação. Por conta disso, quando crescemos somos convidados a abandonar esses “mitos”, afinal, seres onipresentes, oniscientes fazem parte de um mundo fantasioso, ou seja, não são reais. Como adultos, precisamos ser independentes, autônomos, é necessário abraçar a subjetividade e abandonar as verdades absolutas, porque estas não existem, nós temos que construir nossas verdades. Essa é a mensagem do Papai Noel.
O Senhor Jesus, quando veio ao mundo, trouxe uma mensagem completamente diferente. Ele mostrou a verdadeira necessidade humana: Deus. Com isso, fez exatamente o oposto do Papai Noel, pois não apresentou um deus dependente do humano, mas um homem dependente do divino. Ademais, provou que Deus não é uma figura pertencente a um mundo imaginário, mas é um ser que intervém na história, é o “Deus conosco” (Emanuel). Jesus não incentivou o consumismo, mas o amor, o qual leva não a adquirir, mas a doar, a Deus e aos homens. Ele mostrou que o mais importante não são os bens materiais, mas os espirituais. Não deixemos, portanto, que essa figura estranha ao Natal, chamada Papai Noel, ofusque o acontecimento mais importante da História: o nascimento de Jesus. Não minta para seu filho, o pai da mentira é o diabo (Jo 8.44). Apresente a verdade a ele, a saber: Jesus.
Pr. Cremilson Meirelles
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
A CEIA DO SENHOR - AULA 38 - FASE 1 - 25.11.2015
É a
segunda ordenança dada por Jesus Cristo á sua igreja.
A Instituição da Ceia do Senhor =
foi feita na
noite em que Jesus seria traído, preso e julgado. Era a ocasião da Festa da
Páscoa judaica. A páscoa era uma festa que comemorava a libertação dos
israelitas da escravidão do Egito. O sangue do cordeiro pascal imolado pouco
antes e passado nas ombreiras e vergas das portas das casas impediu que o anjo
entrasse e matasse o primogênito da família. Deveria ser comemorada anualmente.
Simbolicamente Jesus tornar-se-ia o nosso cordeiro Pascal. O seu sangue que
seria derramado no dia seguinte, é que nos traz a libertação da escravidão do
pecado. Jesus naquela noite celebrou a páscoa judaica e logo depois instituiu a
Ceia do Senhor, como Ceia Memorial. A Ceia deveria ser celebrada pelas suas
igrejas com regularidade. A instituição da Ceia nós encontramos nas seguintes
passagens bíblicas: Mateus 26.26-30; Lucas 22.14-20; Marcos 14.22-26 e
1Coríntios 11.22-32.
Simbolismo da Ceia do Senhor = Na Ceia temos dois elementos: pão
e vinho. O pão simboliza o corpo de Cristo que foi partido na cruz do Calvário
em nosso lugar e o vinho simboliza o seu sangue vertido em nosso lugar. Mesmo
depois de termos dado graças por estes elementos, eles continuam sendo pão e
vinho. Nunca se transformarão em corpo e sangue realmente. Não há ideia de
sacramento. Ninguém recebe graça ou bênção especial pelo fato de ter
participado da Ceia do Senhor. A Ceia é como dissemos, memorial e faz-nos
também pensar na volta do Senhor, pois Ele disse que deveríamos celebrá-la até
a sua volta. A Ceia deve servir para refletirmos sobre nossa vida espiritual e
nossa conduta.
Participantes da Ceia do Senhor
(a) Quem pode participar da Ceia? Em
primeiro lugar deve ser um salvo por Cristo Jesus. Em segundo lugar deve ser
quem já obedeceu a Cristo através do batismo e, em terceiro lugar, deve estar
em plena comunhão com Cristo e com a sua igreja;
(b) Como participar da Ceia do
Senhor. A igreja deve estar reunida para a celebração da Ceia. O crente deve
examinar-se a si mesmo. Confessar seus pecados e faltas ao Senhor, pedir perdão
a Deus por tudo, com propósito de não repetir aquelas faltas. Durante a
celebração deve estar com o pensamento voltado para o sacrifício de Cristo na
cruz do Calvário. Deve ser momento de reconsagração de sua vida a Deus.
Ceia livre, restrita ou
ultra-restrita?
Há três
posições diferentes com relação a participação da Ceia do Senhor. Há os que a
acham que crentes de qualquer igreja evangélica podem participar da Ceia. É a
chamada Ceia livre. Outros acham que membros de qualquer igreja da mesma fé e
ordem. É a Ceia restrita. É a posição das igrejas batistas de nossa Convenção. Membros
da igreja local e quaisquer outros batistas presentes no ato da celebração. E
há os que defendem que os que defendem que sós os membros da igreja local é que
podem participar. É a Ceia ultra-restrita. È a posição das igrejas regulares
batistas da Fé. Pessoalmente só não aceitamos a Ceia Livre.
Alguns erros sobre a Ceia = Vimos que a Ceia estabelecida por
Jesus Cristo é memorial. Fazemo-la em obediência á ordem de Cristo e
rememoramos o seu sacrifício em nosso lugar até a sua volta a este mundo. No entanto
há três outras posições erradas á concepção da Ceia.
(a) Transubstanciação = é o que crê a Igreja Católica Romana. Ela crê que após a
consagração do pão (hóstia), ele se torna em corpo e sangue real de Cristo.
Torna-se literalmente as palavras de Jesus: “ Isto é meu corpo e isto é meu
sangue’’. Mas Jesus mesmo disse: “Fazei isto em memória de mim’’.
(b) Consubstanciação = segundo esta teoria, o pão
continua sendo pão e vinho, vinho, mas que Cristo de um modo misterioso e
oculto entra em conexão com pão e vinho ( consubstancia-se) e assim os
participantes acabam recebendo o corpo e o sangue de Cristo.
(c) Presença mística = segundo esta concepção os
participantes recebem o pão e o vinho, mas Jesus está espiritualmente nestes
elementos. Todas as três concepções afirmam que o participante recebe uma
benção especial por participar da Ceia. São ideia que tornam a Ceia em
sacramento.
domingo, 27 de dezembro de 2015
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
NOTA DE FALECIMENTO
HOJE O DIA FICOU TRISTE, FALECEU UM MEMBRO DE MINHA FAMÍLIA. EXEMPLO DE PAI, AMIGO, SERVO, ESPOSO, IRMÃO E FILHO. SENTIREMOS SUA FALTA RÊNE, MAS O SEU LEGADO JAMAIS SERÁ APAGADO E MESMO DEPOIS DE MORTO VOCÊ CONTINUARÁ FALANDO. MEUS SENTIMENTOS A FAMÍLIA, E QUE DEUS POSSA CONFORTÁ-LOS. (GOSTARIA DE ESTÁ AÍ, PARA DAR MEU ULTIMO ADEUS, MAS POR FORÇA MAIOR ISSO NÃO FOI PERMITIDO). MAS EXTERNO AQUI MEUS SENTIMENTOS.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Buerarema: Projeto IBB KIDS da Primeira Igreja Batista foi um sucesso!
A Primeira Igreja Batista de Buerarema realizou nesse domingo, dia 20 de dezembro, o PROJETO IBB KIDS. Essa é a quarta edição desse evento idealizado pela Primeira Igreja Batista, na direção do Pastor JONALVO e que realiza sonhos de muitas crianças carentes desse município ao participarem desse projeto. Um dia dedicado ao público infantil, através de brincadeiras e muitas diversões, regadas a lanches, algodão doce, pipocas e distribuição de brinquedos. Enquanto as crianças brincam e se divertem nos brinquedos oferecidos, as mães participam de diálogos com o Pastor Jonalvo, ouvindo orientações e palestras sobre o valor da família e a necessidade de educar os filhos para amar a Deus. Palhaços, princesas, heróis de desenhos infantis fizeram a alegria de todas as crianças que participaram desse encontro e ficará marcado para sempre na memória de todos eles. E nós, Equipe do MACUCONEWS, parabenizamos a todos os envolvidos nesse projeto que eleva a autoestima das crianças carentes de nossa cidade! Parabéns ao PASTOR JONALVO e a toda equipe organizadora pela inteligente e solidária iniciativa!
Igreja Batista realiza jantar de luxo para moradores de rua e vira notícia nacional
Notícias gospel – A Igreja Batista da Cidade do município de Vitória da Conquista estado da Bahia chamou a atenção da mídia local e também da mídia nacional nesta segunda-feira (21) em um evento que realizaram.
O pastor Sinvaldo Queiroz juntamente com os irmãos da igreja e sobre a coordenação do médicoGleydson Cerqueira, realizaram um jantar de gala no município com direito a banda e o melhor cardápio possível.
No cardápio, o tradicional chester (treze aves), pernil, arroz à grega, farofa de banana da terra, prato de frios e frutas frescas, além de sobremesa (mousse de maracujá).
O evento chamado de “A simplicidade do Natal”, em parceria com os membros da igreja e alguns empresários, realizaram um jantar em uma das casas mais luxuosas da cidade.
Mais o que chamou a atenção, foi o ato voluntario da Igreja Batista que convidou para o evento moradores de rua e pessoas necessitadas que não havia a mínima possibilidade de bancar um jantar daquele nível.
Antes dos convidados participarem do jantar, foram lhe servido roupas e mais presentes arrecadados na comunidade e eles puderam participar do jantar de forma digna relata um dos convidados.
“Nunca tivemos uma oportunidade como esta. Foi a primeira vez que saímos da instituição, todos estamos muito felizes de estar aqui”, comentou a coordenadora do abrigo, Ana Cristina de Oliveira.
Cerca de 250 pessoas se alternavam para bem servir e recepcionar os convidados, alguns deles também idosos do abrigo Casa Lar Terceira Idade, que em seus oito anos de fundação participava pela primeira vez de algo semelhante.
O pastor da Igreja Batista da Cidade, Sinvaldo Queiroz, comentou que a instituição realiza durante o ano outras atividades de caridade, atendendo a 353 crianças com material escolar e calçados, e assiste a 400 pessoas por semana em hospitais públicos.
O pastor destacou que o local do evento “é elitizado”, e ao ser perguntado se o valor das doações não daria para fazer um trabalho para mais pessoas com organização mais modesta, disse que estava “socializando a riqueza”.
“No reino de Deus ninguém recebe tão pouco que não possa repartir”, filosofou.
A atitude da igreja foi notícia nos principais meios de comunicações, o site Uol deu ampla publicidade a noticia, porém atitudes como essas, se tornam notícias porque os dias que vivemos, o amor tem se esfriado e a generosidade tem se tornado escassa.
O que acharam da atitude da Igreja Batista, deixem seus comentários.
André Santos
Fonte: http://padom.com.br/igreja-batista-realiza-jantar-de-luxo-para-moradores-de-rua-e-vira-noticia-nacional/
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