quinta-feira, 8 de julho de 2021

Ele Será Chamado Nazareno (Mateus 2.23)

Esse post aborda uma questão relacionada ao uso do Antigo Testamento pelo Novo Testamento. Mateus 2.23, falando sobre Jesus, diz: “E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno.” O problema é que nenhum profeta diz exatamente essas palavras citadas por Mateus! É claro que essa situação estranha gera dúvidas e precisa de uma explicação satisfatória.

Há três explicações mais comuns para esse uso do Antigo Testamento. A primeira é que o autor está baseado em Isaías 11.1: “Do tronco de Jessé sairá um rebento e das suas raízes, um renovo.”[1] A palavra hebraica para rebento é netser (נֵ֫צֶר), cujo som e escrita são semelhantes a palavra hebraica para Nazaré (נָצְרַת, natsarat). Como Isaías 11.1 é um texto messiânico, essa proposta se tornou uma das mais fortes com relação a Mateus 2.23. O problema, por outro lado, é que a passagem de Isaías não tem nenhuma referência ao lugar Nazaré, o que é o foco de Mateus 2.23. Outros textos proféticos que contém esse mesmo sentido são Jr 23.5; 33.15; Zc 3.8; 6.12.

A segunda explicação é que o texto está falando “Ele será chamado Nazareno” não somente no sentido de que ele terá sua proveniência da cidade de Nazaré, mas também no sentido de que ele será alguém humilhado e desprezado, mesmo sentido em que vemos em João 1:43, quando Natanael questiona: “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” Assim, o que Mateus estaria dizendo é que ele veio de Nazaré, confirmando as profecias de que ele seria alguém simples, desprezado e humilhado. Quais profecias do Antigo Testamento apontam para isso? Provavelmente o melhor candidato é Isaías 53. Veja, por exemplo, o versículo 2: “Porque foi subindo como renovo perante ele e como raiz de uma terra seca; não tinha aparência nem formosura; olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse”.[2] Embora renovo também apareça neste versículo, a palavra não é a mesma de Isaías 11.1. Outros textos que profetizam um Messias humilde são Salmo 22.6-13 e 69.8 e diversos textos em Zacarias 9—14.

A última proposta mais comum para entender a profecia de Mateus 2.23, é relacionar a palavra Nazaré com o voto de Nazireu (נָזִיר), descrito em Números 6. A palavra significa consagrado, devoto. Em Juízes 13 lemos a história de Sansão, sobre o qual é dito: “o menino será nazireu consagrado a Deus, desde o ventre materno até ao dia de sua morte” (Jz 13.7).[3] É possível, então, que Mateus estivesse se referindo a Jesus não como um nazireu no sentido estrito, mas como alguém consagrado a Deus, um antítipo aperfeiçoado de Sansão.

Qual destas é a melhor solução?

Normalmente, quando Mateus cita um profeta ele faz a introdução no singular: “para que se cumprisse o que o Senhor dissera pelo profeta” (Mateus 1.22) ou “Então se cumpriu o que fora dito pelo profeta Jeremias” (Mateus 2.17).[4] Mateus 2.23 é o único texto que o autor introduz com o plural “profetas”: “Assim cumpriu-se o que fora dito pelos profetas”. O resultado disso é que é possível que o autor esteja se referindo a todas as possibilidades acima e outras que ainda não conseguimos enxergar, ou não entendemos.

Essa seria a minha posição, de que Mateus está se referindo a um ensino geral que pode ser encontrado nos profetas, de que o Messias seria o renovo de Davi, alguém com uma origem humilde e seria consagrado ao Senhor desde o seu nascimento, parte dessas profecias se cumpriu no fato de ele passar um período de sua infância na cidade de Nazaré e por isso ser um nazareno.

Fonte: https://issoegrego.com.br/2016/06/02/ele-sera-chamado-nazareno-mateus-2-23/

 

 

  

quinta-feira, 1 de abril de 2021

O martírio de policarpo

 


Em nossa série de “Momentos Finais no Ministério”, estamos celebrando pregadores e pastores anteriores a nós que permaneceram fiéis até o fim. O artigo desta semana é sobre o martírio de Policarpo, um pai da igreja primitiva que pastoreava uma igreja em Esmirna (atual Turquia). Essa lembrança da morte de Policarpo revela a sua dependência em Deus até o seu último suspiro, em 155 d.C.

Três dias antes da sua prisão, Policarpo caiu em um profundo transe. Ao recuperar a consciência, declarou ter recebido uma visão. Ele tinha visto seu travesseiro incendiar-se em volta de sua cabeça. Policarpo não tinha dúvidas quanto à visão. Voltando-se para os seus companheiros, disse: “Serei queimado vivo”.

Policarpo orou tão fervorosamente que uma hora se tornou duas, e vários dos soldados lamentaram sua participação na prisão de Policarpo.[AAOdS1]

Não muito tempo depois, as autoridades romanas capturaram dois escravos. Um deles cedeu sob a tortura e revelou a localização da fazenda onde Policarpo estava hospedado. Quando os soldados chegaram a cavalo para prendê-lo, Policarpo recusou-se a fugir. Em vez disso, ofereceu aos seus perseguidores hospitalidade e comida, pedindo apenas que lhe fosse concedida uma hora de oração. Quando concordaram, Policarpo orou tão fervorosamente que uma hora se tornou duas, e vários dos soldados lamentaram sua participação na prisão de Policarpo.

Eles, então, colocaram Policarpo em um jumento e o levaram à cidade. Ao chegarem, seus perseguidores o levaram à carruagem de um homem chamado Herodes, o capitão das tropas locais. Herodes tentou convencer Policarpo a salvar-se. “Ora, que mal há em dizer, ‘César é o Senhor’, e oferecer-lhe incenso?”. Quando Policarpo recusou a sugestão de renunciar a Cristo, o funcionário se tornou ameaçador e o forçou a sair da carruagem tão rudemente que feriu a sua perna.

Sem sequer virar-se, Policarpo andou rapidamente enquanto o escoltavam até o estádio, onde um barulho ensurdecedor surgia da multidão de espectadores. Quando entrou, seus companheiros cristãos ouviram uma voz do alto dizer: “Sê forte, Policarpo, e comporta-te como homem”. Ele foi levado perante o procônsul, que o incitou a negar a sua fé e a se curvar diante do imperador: “Jure pela fortuna de César! Arrependa-se e diga: ‘Abaixo os ateus!’”.

Voltando-se com um olhar triste para a multidão que pedia a sua morte, Policarpo gesticulou diante deles. “Abaixo os ateus”, disse com aspecto grave.

Então, o procônsul insistiu mais uma vez que ele negasse a Cristo. Policarpo declarou: “Há oitenta e seis anos eu tenho sido o seu servo, e ele nunca me faltou. Como blasfemarei contra o meu rei que me salvou?”.

“Não estamos acostumados a nos arrepender do que é bom para mudar para o que é mau”.[AAOdS2]

Novamente o procônsul exortou Policarpo a jurar por César. Desta vez Policarpo respondeu: “Como você finge não saber quem e o que sou, ouça-me declarar com ousadia: eu sou cristão. E se você quiser saber mais sobre o Cristianismo, ficarei feliz em marcar uma reunião”.

Furioso, o procônsul disse: “Você não sabe que tenho animais selvagens à sua espera? Eu o entregarei a eles, a menos que você se arrependa”.

Policarpo respondeu: “Mande trazê-los, porque não estamos acostumados a nos arrepender do que é bom para mudar para o que é mau”.

Em seguida, o procônsul ameaçou queimá-lo vivo. Policarpo respondeu: “Você me ameaça com fogo que queima durante um momento e logo se apaga. Você não conhece o fogo vindouro do julgamento e castigo eterno reservado para os ímpios. Por que está se delongando? Faça o que lhe agradar”.

O fogo formava um círculo ao redor dele, mas o seu corpo não queimava.[AAOdS3]

O procônsul enviou seu arauto à arena para anunciar que Policarpo havia confessado ser um cristão. Nesse momento, a multidão reunida com fúria violenta pedia que Policarpo fosse queimado vivo. Rapidamente, eles fizeram uma fogueira, juntando lenha de oficinas e banheiros públicos. Policarpo tirou as suas roupas e tentou tirar os seus sapatos, embora sua idade avançada o tornasse difícil. Seus guardas se preparavam para prendê-lo à estaca, mas ele lhes disse calmamente: “Deixem-me como estou, pois aquele que me dá forças para suportar o fogo também me dará força para permanecer firme na fogueira, sem ser segurado por pregos”. Eles amarraram as suas mãos para trás. Policarpo ofereceu um salmo de louvor e gratidão a Deus. Seus perseguidores acenderam o fogo.

Segundo observadores, à medida que as chamas aumentavam, não consumiam Policarpo como era esperado. O fogo formava um círculo ao redor dele, mas o seu corpo não queimava. Como o fogo não teve o efeito pretendido sobre o corpo de Policarpo, um carrasco foi ordenado a esfaqueá-lo até a morte com uma espada. Seu sangue extinguiu as chamas.

Originalmente publicado em Bearing Witness: Stories of Martyrdom and Costly Discipleship [Testemunhando: Histórias de Martírios e Discipulado Custoso] (Eds. Charles E. Moore e Timothy Keiderling).

Mesmo em nossa cultura de igreja fácil, as histórias de perseguição — especialmente de perseguição física — nos advertem sobre permanecermos muito confortáveis. Porém, não temam! A Escritura promete que mesmo a perseguição não nos separará do amor de Cristo (Romanos 8.35-39). Como a morte de Policarpo nos lembra, o Espírito nos capacita a permanecermos firmes até o fim. Pastor, quando sobrecarregado pela tentação de esgotar-se, recorde das palavras de Policarpo: “Deixem-me como estou, pois aquele que me dá forças para suportar o fogo também me dará força para permanecer firme na fogueira”.

[AAOdS1]Isso parece ser um destaque do artigo, para ser escrito com fonte maior (como em revistas e jornais), e não algo ser incluído dentro do artigo, pois é uma repetição de outro trecho.

[AAOdS2]Isso parece ser um destaque do artigo, para ser escrito com fonte maior (como em revistas e jornais), e não algo ser incluído dentro do artigo, pois é uma repetição de outro trecho.

[AAOdS3]Isso parece ser um destaque do artigo, para ser escrito com fonte maior (como em revistas e jornais), e não algo ser incluído dentro do artigo, pois é uma repetição de outro trecho.

Autor: Dave Harvey

Dave Harvey
Dave Harvey é pastor na Convenant Fellowship Church, Pennsylvania (EUA), que faz parte da família de igrejas do ministério Sovereign Grace. Dave Harvey é um dos líderes desse ministério, cujo objetivo é estabelecer e apoiar igrejas. Dave também dirige o envolvimento do Sovereign Grace na Europa, África e Ásia. Em 2001, concluiu o doutorado em Cuidado Pastoral, pelo Westminster Theological Seminary.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Após se curar de um linfoma, apóstolo Fernando Guillen morre de Covid-19

 

O pastor da Igreja Batista da Lagoinha, em Minas Gerais, faleceu por causa de complicações da doença; ele ficou internado por 17 dias O pastor Fernando Guillen, da Igreja Batista da Lagoinha, em Minas Gerais, faleceu na madrugada de quarta-feira, 17, em decorrência de complicações da Covid-19. Guillen havia se curado de um linfoma folicular na cabeça em julho de 2020. Em janeiro de 2021, o pastor testou positivo para a Covid-19 e apresentou complicações respiratórias. Ele passou por uma traqueostomia e ficou 18 dias intubado no Centro de Terapia Intensiva (CTI). O apóstolo, de 41 anos, deixa a esposa e uma filha.

O comunicado foi feito em suas redes sociais. “Fernando Guillen descansou! Nosso apóstolo, pai espiritual e general de Deus foi recebido nos céus. Ele levantou-se do leito de sofrimento e enfermidade, foi ao encontro de Jesus, que ficou de pé para recebê-lo, pois sua trajetória na Terra transcendeu”, diz a nota. O sepultamento aconteceu na tarde desta quinta-feira, 18, em Contagem, Minas Gerais.

Fonte.  https://jovempan.com.br/noticias/brasil/apos-se-curar-de-um-linfoma-apostolo-fernando-guillen-morre-de-covid-19.html

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

Ei . Tá vendo essa oportunidade aqui embaixo?

 


Você consegue imaginar que um dos meus melhores livros (best-seller que já vendeu mais de 1,5 bilhão de cópias), agora é um curso e que você pode tê-lo por apenas 10x de 19,70?

Isso é algo que você nunca viu antes e pode apostar que não verá mais depois dessa Black November de 2020. E sabe por quê? Porque é uma Oportunidade Única para você ter a CHANCE de:

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