segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Liderança não é gerência

Liderança não é gerência

O estilo que caracteriza um "bom gerente" é, em geral, autoritário e centralizador. Sim, muitos acreditam erroneamente que um gerente eficiente deve ter todas as respostas, resolver todos os problemas e acima de tudo, manter o controle. Quando recebem algum treinamento de liderança, o foco é sempre voltado para o lado operacional. Ou seja: tem o objetivo de tornar as pessoas capazes de administrar coisas, não o de fazer com que liderem e inspirem as outras à ação. As habilidades técnicas orientadas para o resultado que levaram muitos gerentes a posições de liderança não são exatamente as melhores ferramentas para inspirar os outros a fazerem um bom trabalho.Planejamento, orçamento, organização, solução de problemas, controle, manutenção da ordem, desenvolvimento de estratégias e várias outras coisas - gerência é o que fazemos, liderança é quem somos.Liderar significa conquistas as pessoas, envolvê-las de forma que coloquem seu coração, mente, espírito, criatividade e excelência a serviço de um objetivo. É preciso fazer com que se empenhem ao máximo na missão, dando tudo pela equipe. Você não gerencia pessoas. Você lidera pessoas. James C. Hunter em Como se tornar um líder servidor: Os princípios de liderança de o monge e o executivo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Conselhos Práticos Finais - AULA 68 - LIÇÃO -28 - FASE 2 - 10.08-2016.


Introdução:

Esta é a última lição do projeto Tiago, a fé que se revela. Desde agosto do ano passado, temos sido ministrados por essa riquíssima epístola em nosso Núcleo Familiar . Nesta última lição, vamos abordar três conselhos práticos que Tiago oferece a seus leitores no final de seu escrito. Que a voz de Deus alcance os nossos corações!

Desenvolvimento do ensino:

Texto-base: Tiago 5.13-18 (NVI)

Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor. A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz. Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos.

Nesses versículos que compõem o final de sua epístola, Tiago dá conselhos práticos quanto a três estados de vida (sofrimento, felicidade e doença), utilizando-se de uma lógica simples e direta. Para tanto, ele faz perguntas aos seus leitores, oferecendo-lhes, ele mesmo, logo após, as respostas. Vamos a cada um delas.

  1. Está sofrendo? Ore.

Sofrimento é um tema que perpassa toda a epístola de Tiago. Os cristãos para os quais ele escreveu estavam enfrentando diversas situações de sofrimento. Quanto a isso, Tiago é simples e direto com os seus leitores: “Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore” (v.13). Esta é sua melhor resposta para a questão do sofrimento: a oração. Utilizando-se de palavras de Jesus, seu irmão mais velho, e de Paulo, ele poderia dizer: “Quando você estiver enfrentando qualquer situação que lhe gere sofrimento, entre no seu quarto, feche a porta e converse com Deus sobre isso. Após esse momento, apesar da situação, você estará em paz”.

Na Bíblia, há um interessante exemplo disso. Jesus, ao enfrentar a maior situação de sofrimento da sua vida, orou. Pouco antes do relato da crucificação, Marcos 14.32-35 diz: “Então foram para um lugar chamado Getsêmani, e Jesus disse aos seus discípulos: ‘Sentem-se aqui enquanto vou orar’. Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a ficar aflito e angustiado. E lhes disse: ‘A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem’. Indo um pouco mais adiante, prostrou-se e orava para que, se possível, fosse afastada dele aquela hora”. A oração em meio ao sofrimento não garantirá que o cessar da tribulação. Entretanto, fará com que seu coração não guarde ansiedade, mas, antes, seja guardado pela paz.

  1. Se sente feliz? Cante louvores.

Na segunda pergunta, Tiago deixa de lado o sofrimento e passa a abordar a felicidade. “Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores” (v.13). Vale a pena ressaltar, porém, que a felicidade da qual a Bíblia trata é algo que independe das circunstâncias. Com ou sem tribulações, com ou sem sofrimentos, o cristão pode estar feliz. Paulo fala sobre isso em Filipenses 4.11, ao dizer: “Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação”.

Segundo Tiago, a resposta que o cristão deve dar ao estado de felicidade é o cantar louvores a Deus. Em outras palavras, se você está feliz, manifeste isso através de louvor e gratidão a Deus. Deixe a felicidade extravasar através de seus lábios.

  1. Está doente? Peça oração.

Por último, Tiago pergunta a seus leitores: “Entre vocês há alguém que está doente?” (v.14). A resposta, agora, apesar de simples, é profunda. Tiago diz que a pessoa doente deve chamar os presbíteros da igreja (ou seja, os líderes) para que eles orem por ela e a unjam com óleo, em nome de Jesus. O poder para a cura, entretanto, não está no óleo. Ele é um símbolo. O poder, segundo Tiago, está na oração feita com fé em nome do Senhor. Por que em nome do Senhor? Porque é ele, na verdade, quem cura (v.15). Entretanto, se não houver oração com fé, a cura não se realizará.

Como exemplo de oração com fé que opera o sobrenatural e traz resultados, Tiago cita um caso de Elias. Ele diz: “Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos” (vv.17,18).

Antes de encerrar esse ponto, é importante notar algo. Tiago diz que a oração da fé, além de curar um enfermo, trará perdão para os seus pecados (v.15). Isso é algo que vemos com freqüência no ministério de Jesus. Além de curar as pessoas, ele lhes ministrava o perdão de seus pecados. O versículo 16, entretanto, parece colocar outra condição, alem da oração, para que isso aconteça: a confissão do pecado. Sendo assim, poderíamos formular uma quarta pergunta possível de ser feita por Tiago: “Está em pecado? Confesse isso a alguém e peça para ele orar por você. Assim, você será perdoado”. A oração de um justo é poderosa e eficaz tanto para ministrar cura ao enfermo quanto para ministrar perdão de pecados.

Conclusão e Desafios:

Nesta lição, aprendemos três (ou quatro) conselhos práticos da parte de Tiago:

  • Está sofrendo? Ore. Quando você estiver enfrentando qualquer situação que lhe gere sofrimento, entre no seu quarto, feche a porta e converse com Deus sobre isso. Após esse momento, apesar da situação, você estará em paz;
  • Está feliz? Cante louvores. Se você está feliz, manifeste isso através de louvor e gratidão a Deus;
  • Está doente? Peça oração. A pessoa doente deve chamar os líderes da igreja para que eles orem por ela, em nome de Jesus;
  • Está em pecado? Confesse isso a alguém e peça para ele orar por você.
  
IGREJA BATISTA DO CALVÁRIO – SÃO JOÃO DO PARAÍSO – MG
                                                        www.marcelooquadros.blogspot.com 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Três exemplos de paciência no sofrimento - AULA 67 - LIÇÃO -27 - FASE 2 - 03.08-2016.


Introdução:

No texto da lição de hoje, que compõe o final de sua epístola, Tiago retoma um tema sobre o qual tratou no início. Ele fala sobre a paciência nos sofrimentos, utilizando-se, para isso, de três exemplos.

A primeira série de lições a partir de Tiago teve como tema “a fé que se revela nas provações”. Nessa série, fomos ministrados sobre as possíveis origens das provações, como reagir frente ás provações e os benefícios das provações. Na lição de hoje, ao abordarmos três exemplos de paciência no sofrimento, de certa forma, poderemos fazer menção a coisas que já foram ditas. Entretanto, quem sabe não será uma excelente oportunidade para fixarmos alguns princípios de Deus em nossos corações? Afinal de contas, não sabemos e praticamos tudo o que se refere a como agir em meio ao sofrimento. Além disso, com constância, nos vemos envolvidos por situações que nos fazem sofrer. Abra, então, o seu coração e, com expectativa, receba uma palavra do Senhor para a sua vida.

Desenvolvimento do ensino:

Texto-base: Tiago 5.7-11 (NVI)

Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera. Sejam também pacientes e fortaleçam o seu coração, pois a vinda do Senhor está próxima. Irmãos, não se queixem uns dos outros, para que não sejam julgados. O Juiz já está às portas! Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento. Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia.

Como já foi dito, nesse texto, Tiago retoma o tema da paciência/perseverança em meio ao sofrimento. Por sete vezes ele faz menção direta a isso (observe os grifos no texto acima). Por que, segundo Tiago, os irmãos a quem ele escreve deveriam ser pacientes? “Pois a vinda do Senhor está próxima” (v.8). Por duas vezes, o autor linka o ser paciente diante do sofrimento com a vinda do Senhor (cf. também v.1). Que vinda é essa e por que ela é linkada à paciência no sofrimento? Essa é a segunda vinda de Cristo à terra, uma vinda gloriosa, que terá por objetivo dar fim à presente era, caracterizada por pecado, maldição e sofrimento, e instaurar, definitivamente, o Reino de Deus na face da terra, onde “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou” (Ap 21.4). Tiago, então, quer dizer aos irmãos que eles devem ser pacientes no sofrimento porque essa é uma situação passageira, ou seja, os sofrimentos não durarão para sempre. Um dia Cristo irá voltar e os sofrimentos terminantemente acabarão. Essa era a esperança dos escravos negros cristãos na América do Norte. Muitas das músicas compostas por eles tinham por tema a perseverança nos sofrimentos presentes tendo em vista a certeza da chegada de dias melhores. Essa, entretanto, não é uma esperança restrita à volta de Cristo. Certamente, como foi dito, a segunda vinda de Cristo dará fim de maneira definitiva aos sofrimentos. Porém, hoje, podemos ter a esperança de que determinados sofrimentos não durarão por toda a vida, mas têm data para terminar. Não precisaremos carregar a dor, a tristeza e a angústia que estão em nossos corações hoje até o fim de nossos dias. Poderemos, em algum momento, deixa-los para trás, seja pela solução do problema ou por um definitivo consolo dado por Deus a nós.

Posto isso, vamos agora aos três exemplos de paciência no sofrimento dados por Tiago no texto de hoje.

1. A paciência do agricultor

Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera” (v.7). O agricultor é alguém que, após ter feito todo o necessário para a terra produzir frutos (arar, semear, adubar, etc), tem como única alternativa esperar pelas chuvas e pelo tempo da colheita. Quanto a isso, não há o que ele possa fazer. Ele não tem em si a capacidade de produzir chuvas nem de fazer com que o tempo passe mais rápido. Ele deve apenas aguardar e esperar com paciência.

Quanto aos sofrimentos, o mesmo se dá. Após termos feito todo o possível para resolver um problema ou alcançar um objetivo, inclusive orar a Deus, resta-nos apenas aguardar e esperar com paciência no Senhor. Há um tempo necessário para a semente dar frutos, ou seja, é necessário tempo para os resultados aparecerem, é necessário tempo para que determinado sofrimento acabe. Há, entretanto, algo mais a ser dito quanto a isso. E se as chuvas se atrasarem ou não vierem e, por causa disso, as sementes se perderem? O que fazer? Não há como lutar contra aquilo que não está em nosso

domingo, 7 de agosto de 2016

Papai ainda mora aqui?


Estranhando a prolongada ausência do pai em casa, a neta de Magali Cunha chegou para avó e perguntou: "Vó, o papai ainda mora aqui?"
A pergunta da menininha me fez recordar um episódio semelhante, vivido por Billy Graham. Logo no início de seu ministério, o evangelista foi com sua equipe realizar as chamadas cruzadas na distante Austrália. Por lá, ele e a equipe ficaram muito tempo. Meses depois, quando Billy retornou a casa, o filho Franklin olhou estranho para o pai e foi perguntar à mãe quem era aquele homem.
Muitas vezes as exigências da vida roubam de nós o tempo que gostaríamos de dedicar aos nossos familiares. Mas uma coisa é certa: precisamos definir as prioridades. Se os filhos são pequenos, eles devem receber a devida atenção. Até porque, não ficarão pequenos para sempre, nem para sempre ficarão conosco. É comum encontrar pais que olham para trás e lamentam que não tenham podido dar mais tempo aos filhos. Agora, que gostariam de fazer isso, os filhos já cresceram e têm outros interesses! Por essas e outras é que o Eclesiastes ensinava que "TUDO tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu" (Ec 3.1). Há um tempo, definido e limitado, quando podemos jogar bola com o filho, brincar de boneca com a filha, brincar de casinha, correr, empurrar de leve o filho num balanço, enfim... ser um pai ou mãe que dedique tempo para curtir a infância dessas pequenas criaturas que o Criador, por pouco tempo, nos emprestou. Quanto mais quando se sabe que essas serão as memórias mais gloriosas que conservarão consigo pelo resto de suas vidas!
O grande desafio que a vida coloca aos pais do século XXI é justamente encontrar o equilíbrio entre o presente e o futuro. Será que vale a pena dar aos filhos um futuro de riquezas perdendo com isso a vivência com eles na infância? Para achar esse equilíbrio, os pais necessitarão da suprema sabedoria do Céu.
Pr. João Soares da Fonseca

MINI P70 EM CURRAL DE DENTRO - 17/11/12

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