De todas as dores da vida, a dor do luto parece ser a mais aguda.
É uma dor que lateja na alma e assola nossa vida.
Todos nós, num dado momento da vida, teremos que enfrentar essa dor. Não
existe nenhuma família que escape desse drama. Não é fácil ser privado
do convívio de alguém que amamos. Não é fácil enterrar um ente querido
ou um amigo do peito. Não é fácil lidar com o luto.
Já passei várias vezes por esse vale de dor e sombras. Já perdi meus
pais, três irmãos e sobrinhos. Sofri amargamente. Passei noites sem
dormir e madrugas insones. Molhei meu travesseiro e solucei na solidão
do meu quarto. A dor do luto dói na alma, aperta o peito, esmaga o
coração e arranca lágrimas dos nossos olhos. Jesus chorou no túmulo de
Lázaro e os servos de Deus pranteavam seus mortos.
Porém, há consolo para os que choram. Aqueles que estão em Cristo têm
uma viva esperança, pois sabem que Jesus já venceu a morte. Ele matou a
morte e arrancou seu aguilhão.
Agora a morte não tem mais a última palavra. Jesus é a ressurreição e a
vida. Aqueles que nele creem nunca morrerão eternamente. Agora, choramos
a dor da saudade, mas não o sentimento da perda.
Perdemos quem que não sabemos onde está.
Quando enterramos nossos mortos, sabemos onde eles estão. Eles estão no
céu com Jesus. Para os filhos de Deus, que nasceram de novo, morrer é
deixar o corpo e habitar com o Senhor. É partir para estar com Cristo, o
que é incomparavelmente melhor. Os que morrem no Senhor são
bem-aventurados!
O fato de termos esperança não significa que deixamos de sofrer.
A vida não é indolor. Nossa caminhada neste mundo é marcada por
dissabores, decepções, fraquezas, angústias, sofrimento e morte. Aqui
cruzamos desertos tórridos, descemos a vales profundos, atravessamos
pântanos perigosos.
Nossos pés são feridos, nosso coração afligido e nossa alma geme de dor.
Não estamos, porém, caminhando rumo a um entardecer cheio de incertezas.
O fim da nossa jornada não é um túmulo gelado, mas a bem-aventurança eterna.
Entraremos na cidade celestial com vestes alvas e com palmas em nossas mãos.
Celebraremos um cântico de vitória e daremos glória pelos séculos sem
fim, ao Cordeiro de Deus, que morreu por nós, ressuscitou, retornou ao
céu e voltará em glória para buscar sua igreja.
Teremos um corpo imortal, incorruptível, poderoso, glorioso e celestial, semelhante ao corpo da glória de Cristo.
Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. As lembranças do sofrimento ficarão para trás.
Na Nova Jerusalém, na Cidade Santa, no Paraíso de Deus, na Casa do Pai, não haverá mais luto nem pranto nem dor.
Ali reinaremos com Cristo e desfrutaremos das venturas benditas que ele preparou para nós.
Nossa tribulação aqui, por mais severa, será apenas leve e momentânea,
se comparada com as glórias por vir a serem reveladas em nós.
O nosso choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria virá pela manhã!
Três verdades essenciais do Cristianismo formam as colunas de sustentação da nossa viva esperança.
A primeira delas é que Jesus ressuscitou dentre os mortos e triunfou
sobre a morte. Agora, a morte não tem mais a última palavra. A morte foi
tragada pela vitória!
A segunda verdade é que Jesus voltou ao céu e enviou o Espírito Santo, o
Consolador, para estar para sempre conosco. Não estamos órfãos. Não
caminhamos sozinhos pelos vales escuros da vida. O Espírito Santo
consolador está em nós e intercede por nós ao Deus que está sobre nós.
A terceira verdade é que Jesus vai voltar gloriosamente para buscar sua
igreja. Naquele glorioso dia, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro
e os que estiverem vivos serão transformados e arrebatados para
encontrar o Senhor Jesus nos ares, e assim, estaremos para sempre com o
Senhor. Essas verdades enchem o nosso peito de doçura e abrem para nós
uma eterna fonte de consolação!